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O dia em que o Salvador nasceu – Mãe com Onda

O dia em que o Salvador nasceu

by Maria Pessanha

Ele já fez um mês e meio e eu ainda tinha este post por escrever. Mas por ser tão importante, leva tempo. Vamos começar pelo início daquele que foi um dia tão especial.

Depois de uma noite mal dormida tínhamos consulta com a médica bem cedo, às 9h. Parecia que já estava a pressentir alguma coisa. Acordei com umas dores nas costas e uma sensação estranha.

Mal entrei no consultório comentei isso mesmo com a minha médica. Ao que ela me respondeu, que às tantas já estava em trabalho de parto e que podia ser naquele dia! Nem chegamos a fazer o CTG! Fomos directos para a cadeira onde ela através do toque, percebeu que já estava com dilatação. Como ele estava sentado, não podia entrar em trabalho de parto, porque senão podia ser complicado para sair. E então ela diz-me “vai a casa buscar a mala e segue para o hospital!”. Naquele momento parece que as mãos ficaram geladas e o coração começou a bater forte. Chegou o dia de te conhecer. Que emoção! O Martim estava connosco e ficou super excitado com o facto de conhecer o mano! Não parava de gritar e de saltar! Explicamos-lhe que ia ficar com os avós e que ao final da tarde ia ter com a mãe e com o pai para conhecer o Salvador. Percebeu muito bem!

Fomos a casa e parecia uma barata tonta! Não tinha a minha mala preparada e na do bebé faltavam coisas! Nem sabia bem o quê! Tínhamos que nos despachar pois já eram 10h e estava marcado para as 12h! Que correria!

Chegamos ao hospital entramos para o quarto e começaram logo a preparar-me. Nem tive tempo para tirar fotografias! Escolhemos a roupa do bebé e sem eu dar conta mandaram-me deitar na cama que já íamos para o bloco! Desta vez já sabia para o que ia, o que ainda complica mais. Sabia que me esperava uma epidural que me custou imenso, sabia que enquanto não ouvisse que estava tudo bem com o bebé não ia descansar…Mas desta vez não chorei durante o processo, só depois quando o encostaram a mim e senti aquela sensação mágica. O cheiro, o quente da pele. Não há nada igual.

A epidural custou-me imenso na mesma, e ele a sair também. Já estava com o rabo encaixado o que dificultou as coisas e vinha com duas voltas de cordão no pescoço. Enquanto que o Martim demorou 2 minutos a sair este demorou prai 10. E pareceu-me uma eternidade. Finalmente saiu e aí chorei muito. De alegria, de emoção, de gratidão.

Fui para o quarto já com ele na mama, e é incrível como nascem mesmo ensinados. Vinha com fome e puxava super bem. Não conseguia parar de olhar para ele e de pensar na sorte que tinha.

Ao fim da tarde chegou o Martim e foi uma sensação tão incrível ver a felicidade dele! Imediatamente quis pegar, agarrar, dar beijinhos. Queria ficar a dormir connosco e custou-me que não pudesse ficar.

A partir daí e durante todo este primeiro mês tivemos dias difíceis, dias maravilhosos, mas o balanço não pode ser mais positivo. Que incrível é ser mãe de dois. E este segundo filho é gozado de uma forma totalmente diferente. Mais tranquila, mais confiante e mais apaixonada. Se calhar porque sei como é que este amor evolui. Coisa que no primeiro não sabemos!

Agora é a aproveitar ao máximo este bebé mais querido que dorme e come muito bem e que com irmão são a alegria da nossa vida. E claro, agradecer a Deus.

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